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Carambeí

Parque Histórico de Carambeí

Parque Histórico de Carambeí convida visitantes a escreverem para cápsula do tempo

Carambeí

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Como será olhar para Carambeí daqui a cinco anos e lembrar dos sonhos, sentimentos e expectativas de quem vive a cidade hoje? Essa é a proposta da Cápsula do Tempo criada pelo Museu Parque Histórico de Carambeí (MPHC) durante a 20ª Primavera dos Museus.

A atividade integra a programação realizada entre os dias 22 e 27 de setembro e convida os visitantes a escreverem cartas destinadas ao futuro. Os registros serão guardados pelo Museu e reabertos somente em setembro de 2031.

A iniciativa faz parte da Primavera dos Museus, evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), e busca transformar a visita ao espaço em uma experiência de reflexão sobre o presente e sobre a forma como cada pessoa se enxerga dentro da história.

Por meio da escrita, o público poderá registrar pensamentos sobre quem é hoje, como percebe Carambeí, quais sonhos carrega e o que espera encontrar quando essas mensagens forem lidas novamente.

Segundo Felipe Zainedin, mediador do Setor Educativo e Cultural do MPHC, a Cápsula do Tempo ajuda a criar uma ligação concreta entre diferentes momentos históricos.

“A importância de realizar uma Cápsula do Tempo está em materializar a reflexão sobre nós e nossa sociedade no tempo. É definir quem somos e queremos ser, e assumir compromissos com essa realidade e nossos sonhos. Permite refletir sobre como colocar em diálogo as gerações que compõem uma sociedade e dar visibilidade para nossa condição de viajantes no tempo que somos, sujeitos e atores históricos”, explica.


Visitante também passa a construir a memória

A proposta também amplia a relação do público com o próprio Museu. Em vez de apenas observar objetos e registros do passado, o visitante passa a contribuir com um documento que será preservado como parte da memória de 2026.

Para o mediador Nicolas Holm Kuff, esse envolvimento modifica a experiência de quem participa da atividade.

“A experiência deixa de ser só a contemplação do acervo e vira um momento de pausa, onde o público reflete sobre o próprio presente e projeta o futuro em uma carta. Isso estimula a sensação de pertencimento e até o retorno dela ao Museu no futuro”, destaca.

A iniciativa reforça o papel do Parque Histórico como um espaço de encontro entre passado, presente e futuro. Além de preservar histórias já construídas, o Museu passa também a guardar percepções, sentimentos e expectativas de quem vive Carambeí atualmente.

Esses relatos poderão ajudar as próximas gerações a compreender não apenas os acontecimentos de 2026, mas também como as pessoas enxergavam a cidade, a própria vida e o futuro naquele período.


Cartas serão abertas em 2031

Após o encerramento da atividade, as mensagens serão reunidas e seladas.

A Cápsula do Tempo ficará sob responsabilidade do Museu Parque Histórico de Carambeí até setembro de 2031. Somente então o conteúdo será aberto e as cartas voltarão a ser lidas.

A expectativa é que o reencontro com esses registros permita comparar os sonhos e perspectivas deixados em 2026 com a realidade vivida cinco anos depois, criando uma nova conexão entre os participantes, o Museu e a história de Carambeí.

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